| "O meu pacto é com os andaluzes", sublinhou a socialista Susana Díaz AFP/JORGE GUERRERO |
“Eu vou fazer o que disse e governar sozinha”,
esclareceu a socialista, em resposta aos jornalistas que lhe perguntavam
com qual ou quais dos restantes partidos tencionava negociar pactos,
alianças ou acordos. “O meu pacto é com os andaluzes”, sublinhou.
Ou seja, como assinalou Díaz, agora só uma acção concertada do Partido Popular e do Podemos poderá bloquear as iniciativas socialistas. A presidente da Junta Autonómica andaluza sabe que tal unidade é pouco provável – mas mesmo assim, apelou à acção responsável da oposição, “que tem de pôr acima de tudo os interesses da Andaluzia”.
Afastado o cenário da coligação, sobra a certeza de que para assegurar a governabilidade, “Díaz terá de encontrar acordos, previsivelmente pontuais, com as outras formações”, notava o El País. Essa é uma tarefa que vai pôr à prova o talento político da presidente da Junta – que segundo o diário madrileno recuperou nas urnas a “maioria social” que não detinha antes da votação. A socialista prometeu “abrir a porta ao diálogo” com todas as forças”, mas com o ambiente político espanhol a fervilhar por causa da sucessão de eleições no calendário de 2015 – municipais, autonómicas, catalãs e legislativas – as alianças políticas tornam-se mais imprevisíveis, por causa das estratégias e expectativas das direcções nacionais de cada partido.
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